A alegria de ser Emanuel em todos os lugares!

padrePadre Giresse Muyayalo é sacerdote da Diocese de Goma, na República Democrática do Congo, há quase um ano, e membro da Comunidade Emanuel. Após a ordenação, ele foi enviado por sua diocese como ecônomo da paróquia de Masisi, à 87 km da cidade de Goma. Sua missão é um convite à oração, simplicidade de vida e testemunho. O jovem sacerdote está ansioso para trazer a alegria do Evangelho a todas as pessoas que encontra: “Alegria de ter confessado centenas de pessoas. Alegria de ter batizado, confirmado e dado a primeira comunhão aos cristãos das paróquias de Mutongo e Masisi. Alegria de ter presenciado casamentos, mesmo com o território em meio a guerra. Alegria de ser Emanuel em todos os lugares”. Rezemos todos pela missão do padre Giresse Muyayalo!

Sozinho, longe de outros membros da Emanuel, o jovem sacerdote encontrou outras maneiras de viver de graças da Comunidade. Ele diz:

“A região de Masisi tem belas paisagens montanhosas. Sem essas guerras tribais e os conflitos políticos que tem desestabilizado a população por duas décadas, seria a mais turística região da República Democrática do Congo. Mas as guerras devastaram aldeias inteiras e o resto da população está profundamente magoada. A fé é muitas vezes superficial e muitas pessoas são muito agressivas. Armas de fogo são facilmente encontradas nas mãos de civis, e isso tem consequências consideráveis. Como a área é montanhosa, carros e motos só pode ir até algumas dezenas de quilômetros, e o resto da viagem é a pé.

No início, eu comecei a me desencorajar e dizer-me que não havia nada a fazer nesta área. Mas então eu disse a mim mesmo que é exatamente este lugar em que Deus me quer, é neste lugar que Ele me chamou para ser Emanuel. Eu comecei a planejar meus dias. Todas as manhãs me levanto às 5:30, eu inicio o meu dia em oração diante do Santíssimo Sacramento e celebro a missa com crianças-soldados desmobilizadas que vivem em um centro perto da paróquia. Como tesoureiro da paróquia, eu passo um pouco tempo no escritório. Depois da missa e do café da manhã, cuido dos pequenos animais de fazenda, ou vou trabalhar no campo com outros cristãos. Aqui os cristãos vêm à igreja para a missa de domingo, o no resto da semana eles estão em suas atividades agrícolas. Como capelão da prisão de Masisi, iniciei, com os presos e a polícia da ONU o cultivo de vegetais dentro da prisão. Há vegetais já suficientes para completar a alimentação dos prisioneiros! Finalmente, especialmente à tarde, eu pratico um pouco de esporte com as crianças-soldados e com outros padres do local. As vezes vamos celebrar a missa em campos de refugiados, que é uma iniciativa da ONG dos jusuuítas, a JRS. À noite, eu aprecio o silêncio do campo, e aproveito para escrever artigos e livros. Duas vezes por semana eu dou cursos de filosofia, educação para a vida e religião aos alunos de uma escola católica.

Eu encontro a minha alegria nas pequenas coisas que eu vivo aqui, eu tento criar uma paz interior através dos silêncios das montanhas, através dos encontros com os jovens… Eu entendi que a paz é uma questão de atitude interior. Sinto grande alegria em poder falar de Jesus para os militares, para as autoridades políticas e até mesmo para alguns apoiadores de grupos armados. A vida aqui não dá sempre oportunidades de ser feliz. Incertezas e medos são parte dos sentimentos diários. Apesar destas realidades, aprendi a encontrar razão para viver feliz e na esperança. Eu finalmente entendi que devo ser como uma raiz de mandioca: em qualquer lugar que se planta, pode dar bons frutos. É por isso que eu decidi marcar minha passagem nesta região vivendo o carisma do Emanuel normalmente, como eu estivesse com outros irmãos. Eu evangelizo, eu amo, eu louvo sozinho e às vezes com os prisioneiros, eu vivo a alegria e a graça dos sacramentos.

Na verdade, nunca me senti sozinho, nem mesmo por um momento. Todos os dias eu recebo incentivos através de telefonemas, e-mails e SMS dos meus irmãos da Comunidade Emanuel. Eu tenho um bom pároco que me incentiva e me ajuda muito. Tudo isso me dá a força para seguir em frente, porque eu me sinto apoiado. O que mais me toca é que, após o anúncio da minha nomeação para longe da Comunidade, eu tenho recebido novidades da comunidade. Eu recebo e-mails de irmãos que eu nunca tinha ouvido falar até agora: sacerdotes que me enviam mensagens de apoio, irmãos e irmãs na África e em outros lugares que continuam a me provar eu não estou sozinho. Um deles escreveu-me: “Antes de você ir à Masisi, não tinha Comunidade aí, mas agora que você aí está, a Comunidade está presente. Então não diga que você está longe da Comunidade, mas seja o Emanuel aí também …”

Fonte: http://www.emmanuel.info/actualites-internationales/afrique/joie-detre-emmanuel-partout/

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