Notícias › 28/04/2017

Bispo fala sobre violência, segurança pública e questões urbanas

Em evento paralelo à 55ª Assembleia Geral da CNBB, aconteceu na manhã desta quinta-feira, 27, em Aparecida (SP), o primeiro Meeting Point. O Arcebispo de Roraima (RR), Dom Mário Antônio da Silva, concedeu uma entrevista coletiva abordando três temáticas que também ganham destaque nesta edição do evento: a violência, a segurança pública e as questões urbanas.

O prelado afirmou que atualmente o país vive com uma mentalidade urbana, visando prédios, praças e ruas, mas que além disto, existe vida em lugares que a comunicação ainda não chega.

“É verdade que cidades e grandes centros atraem as pessoas. O difícil não é construir uma cidade que atraia muita gente ou até mesmo todas as pessoas, o desafio é construir uma cidade para todos. A cidade oferece proximidade, saúde, educação, transporte, mas hoje as políticas públicas nem sempre contemplam as necessidades de todos os cidadãos”, destacou.

O Bispo citou a realidade do transporte coletivo, moradias, saúde e educação dos brasileiros e afirma que são questões amplas, que desafiam a política, a vida urbana e até mesmo a comunidade religiosa. “Precisamos ter uma pastoral dinâmica, ou seja, ser uma Igreja Missionária, uma Igreja de saídas e que vai nas periferias existenciais”.

Para Dom Mário, existe uma necessidade que vai além da vida de conforto pois é mais justo obter uma vida de serenidade e paz. “Muitos relatos nos fazem entender que nossas cidades estão muito violentas, e é uma violência física, moral e psicológica. As vezes até mesmo uma violência religiosa. As cidades parecem, às vezes, ser um verdadeiro rio de disputas de espaço, não só pelo crime organizado, mas por outras organizações que não são sensatas e que não agem pelo bem comum”.

Referente à postura da Igreja diante de tanta violência vista nos dias atuais, o Bispo diz que é preciso estar presente na vida das pessoas, não só com a proposta, mas com atitudes de solidariedade.

Ao final da entrevista, Dom Mário acrescentou que a questão da violência, com assassinatos, tráfico de drogas e pessoas, existe muitas vezes a violência sutil, que retira das pessoas seus direitos e dignidade.

“Falta políticas públicas, saúde, educação, transporte coletivo e digno e até mesmo iluminação e infraestrutura nas nossas cidades, e não por falta de dinheiro e projetos, mas por boa vontade daqueles que são responsáveis por tudo isso. Portanto, esta temática nos faz pensar em muitas pessoas que vivem nosso Brasil, inclusive as que também têm consequências no campo e nas comunidades mais distantes”.

Por Canção Nova

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