Notícias › 22/08/2017

Cardeal Sarah: revolucionários do gênero querem destruir a família cristã

O Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, advertiu que os novos revolucionários da ideologia do gênero querem destruir a família cristã porque representa “tudo o que odeiam”.

Assim indicou o originário da Guiné (África) na Missa que presidiu no domingo, 13 de agosto, por ocasião dos 700 anos das dioceses francesas de Lucon e Maillezais, segundo informa Famille Chrétienne.

“Hoje, mais do que nunca, os ideólogos da revolução querem aniquilar o lugar natural da doação de si, da generosidade alegre e do amor. Quero falar da família! A ideologia do gênero, o desprezo da fertilidade e da fidelidade são os diversos lemas desta revolução. As famílias se converteram nos novos vandeanos a exterminar”.

O Cardeal lamentou que atualmente “planejem metodicamente o seu desaparecimento, como aconteceu em La Vendée. Esses revolucionários se inquietam ante a generosidade das famílias numerosas. Zombam das famílias cristãs porque elas representam tudo o que eles odeiam”.

La Vendée é uma região francesa onde os defensores da Revolução de 1789 assassinaram mais de 100 mil católicos que se recusaram a unir-se a eles e foram assassinados de formas especialmente cruéis entre 1793 e 1794.

O genocídio contra os católicos, que tinham um exército consagrado ao Coração de Jesus, é conhecido como “A Guerra de La Vandée”.

O Purpurado denunciou que os revolucionários da ideologia de gênero “estão prontos para lançar na África as novas colonizações infernais para pressionar as famílias e impor a esterilização, o aborto e a contracepção. África, como La Vendée, resistirá!”.

“Em todos os lugares, as famílias cristãs devem ser as alegres pontas de lança de uma revolta contra esta nova ditadura do egoísmo! Agora está no coração de cada família, de cada cristão, de todo homem de boa vontade, que surja uma Vendée interior!”.

A autoridade vaticana disse que “a alma dos mártires” de La Vendée “nos envolve neste lugar. O que eles nos dizem? O que eles nos transmitem? Primeiramente, a coragem”.

“Já é hora, queridos irmãos, de ir contra o ateísmo prático que asfixia as nossas vidas! Rezemos pelas famílias, coloquemos Deus em primeiro lugar. Uma família que reza é uma família que vive! Um cristão que não reza, que não sabe dar um lugar a Deus no silêncio e na adoração, acaba morrendo”.

O Cardeal Sarah enfatizou que “os mártires vandeanos nos ensinam o sentido da generosidade e do dom gratuito de si mesmo. Somente o amor generoso, o dom desinteressado da vida, pode vencer o ódio contra Deus e contra os homens, que é a origem de toda a revolução. Os vandeanos nos ensinaram a resistir a todas essas revoluções”.

“Mostraram-nos que diante das colonizações infernais, como aconteceu nos campos de extermínio nazistas, diante dos gulags comunistas, como diante da barbárie islamista, não há mais do que uma resposta: o dom de si mesmo, de toda a vida. Só o amor vence ante os poderes da morte!”.

O Purpurado africano exortou a não deixar que “desapareça de nós o dom generoso e gratuito. Como os mártires de La Vendée, observemos a fonte do seu dom no coração de Jesus”.

“Rezemos para que uma grande e alegre Vendée interior se levante na Igreja e no mundo!”, concluiu.

O genocídio contra os católicos de La Vendée

O genocídio perpetrado por partidários da Revolução Francesa que devastou a região católica de La Vendée provocou mais de 100 mil mortes entre os anos 1793 e 1794.

Os revolucionários não suportavam que a região católica não quisesse se submeter às suas ideias e não queria se somar às guerras que iniciaram contra Inglaterra, Espanha, Holanda e Itália; e que, além disso, tivesse organizado um exército muito bom que estava consagrado ao Coração de Jesus, no qual os soldados avançavam rezando o rosário.

A crueldade dos revolucionários incluiu afogamentos em massa de mulheres, assassinatos de crianças em fornos de pão, envenenamento da água de povoados inteiros; entre outros horrores sofridos pelos católicos em nome da revolução.

Os revolucionários usavam até mesmo os cadáveres dos falecidos para conseguir gordura e pele, que era curtida na cidade de Meudon.

Entre as diversas atrocidades sofridas pelos católicos está a aniquilação de um povoado inteiro depois do envenenamento das suas águas – algo que fizeram em muitos outros lugares. Os revolucionários reuniram todos os sobreviventes em uma igreja, assassinaram com baioneta cerca de 600 pessoas, e logo depois destruíram o templo.

Os escombros do local foram removidos somente em 1863, quando enterraram os cadáveres.

Por ACI Digital

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