Criação da Associação Clerical da Comunidade Emanuel

Padres da Comunidade Emanuel no Brasil com Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger

No dia 30 de agosto de 2017, foi oficializada a criação pela Santa Sé de uma associação clerical para sacerdotes e diáconos da Comunidade de Emanuel. A Comunidade recebe com alegria este dom da Igreja que esclarece o estatuto dos sacerdotes da Comunidade Emanuel dentro da Igreja e prepara a comunidade para enfrentar melhor os desafios missionários que se apresentam hoje.

Nos últimos anos, sob o conselho do Cardeal André Vingt-Trois, Arcebispo de Paris, Assistente Eclesiástico da Comunidade e sob a direção da Congregação para o Clero, a Comunidade trabalhou na elaboração de estatutos de uma associação clerical, inseparavelmente ligado à associação fidedigna inicial (Recordando: a Comunidade Emanuel é uma associação pública internacional de fiéis, composta de leigos e sacerdotes, sob a responsabilidade do Dicastério para os Leigos, Família e Vida).

A Congregação para o Clero erigiu em 15 de agosto de 2017 a Associação Clerical da Comunidade Emanuel, reunindo os sacerdotes e diáconos da Comunidade. Esta decisão da Santa Sé especifica, portanto, a identidade canônica dos membros clérigos da Comunidade Emanuel. Encoraja seu chamado a servir as Igrejas locais, promovendo sua mobilidade para a missão universal da Igreja. Fortalece a comunhão dos sacerdotes e diáconos com seus irmãos e irmãs leigos, para a nova evangelização, de acordo com o próprio carisma do Emanuel.

Esta nova etapa é a continuidade da história da comunidade. Assim, o modo de incardinação comum dos clérigos da Comunidade Emanuel permanece nas dioceses. Embora estes novos estatutos tornem possível a incardinação nesta nova associação clerical, a Comunidade optará por este novo modo de incardiação apenas em caráter excepcional.

Por que essa associação clerical?

O propósito fundamental desses estatutos é definir, por meio de uma formulação canônica mais clara, a graça fundadora da Comunidade Emmanuel, para dar testemunho humilde, mas resoluto, de um “novo estilo de colaboração entre sacerdotes e leigos, santificado pelo Espírito Santo “(nas palavras de São João Paulo II, em Christifideles Laici, 2), baseado na eclesiologia do Concílio Vaticano II.

Concretamente, as três principais questões são as seguintes:

1. Assegurar o enraizamento do ministério sacerdotal da Comunidade Emmanuel em uma comunhão fraterna com os fiéis leigos (de acordo com a eclesiologia da comunhão promovida pelo Concílio Vaticano II, Lumen Gentium 10).

2. Promover a disponibilidade para a missão dos sacerdotes da Comunidade, em conformidade com seu compromisso que os levará a servir fora de sua diocese de incardinação (de acordo com a intuição do Concílio Vaticano II, Presbyterorum Ordinis 10) .

3. Facilitar uma colaboração missionária com os bispos, através de uma estrutura canônica que honre sua autoridade, bem como o carisma específico do Emmanuel (veja Lumen Gentium 4, capítulo sobre o mistério da Igreja).

Uma associação clerical e uma associação de fiéis estreitamente relacionadas

Esta nova associação clerical está inseparavelmente ligada canonicamente à Associação de fiéis que é a Comunidade Emanuel. A comunhão entre o sacerdócio comum e o sacerdócio ministerial está, portanto, no coração deste sistema. A pertença dos clérigos à Comunidade Emanuel é constitutiva de seu carisma. Os sacerdotes e diáconos da Comunidade Emmanuel constituem, junto com os outros membros da Comunidade, um único órgão missionário ao serviço da Igreja. Assim, para que um clérigo seja membro dessa associação clerical, ele deve ser um membro da associação de fiéis. A ligação canônica entre essas duas associações fortalece a adesão dos clérigos à Comunidade.

A Comunidade de Emmanuel renuncia à incardinação nas dioceses?

É verdade que, através destes novos estatutos, a Congregação para o Clero confere ao responsável da Associação Clerical a faculdade de incardinar em seu seio padres e diáconos para as necessidades da missão. Mas a prática usual permanecerá a incardinação dos clérigos nas dioceses (Cf. Estatutos 12-2a). Isso corresponde, de fato, à natureza secular da Comunidade Emanuel e seu chamado para servir as Igrejas locais. Seja qual for o seu modo de incardinação, os clérigos da Emanuel pertencem plenamente a esta associação clerical e plenamente à associação dos fiéis.

Em que caso será prevista a incardinação de um clérigo na associação clerical?

Pode ser examinado nas seguintes situações:

– Quando a incardinação em uma diocese é impossível. Por exemplo, quando a Comunidade é confrontada com uma recusa explícita de ser acolhida de acordo com o próprio carisma.

– A fim de evitar o isolamento de um clérigo no momento da escolha de sua incardinação, em um país onde a Comunidade ficaria significativamente ausente ou muito frágil em sua fundação para sustentar o mesmo clérigo.

– Quando se deseja que um clérigo possa dedicar-se de forma total e permanente a uma obra específica da Comunidade, por exemplo, à formação, ou a uma missão que exigiria uma “inculturação” durante um longo período.

Fonte: http://www.emmanuel.info/actualites/creation-association-clericale/
Tradução: Felipe Souza

No Brasil, a Comunidade Emanuel está presente em São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Uberlândia. Uma fraternidade sacerdotal está em missão em Salvador na Paróquia Nossas Senhora dos Alagados e São João Paulo II (Cidade Baixa) e na Universidade Católica (Federação). A Casa de formação da Associação Clerical para o Brasil e a América Latina está em Salvador (Cidade Baixa).

Contato: Pe Xavier Bizard, Delegado do responsável para os ministérios ordenados da Comunidade Emanuel na América Latina

xavierbizard@gmail.com

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