Michele Cunha: “ter um olhar de amor e paciência para com o outro”

No encontro comunitário de junho, no polo de Porto Alegre, Michele Cunha deu seu passo de engajamento na Comunidade Emanuel. Abaixo temos o seu testemunho de como a Comunidade faz parte de seu dia a dia, e como vive no mundo sem ser do mundo.

Quando completei 2 anos de passo de acolhida e discernimento tive vontade de me comprometer na Comunidade, mas ainda não estava totalmente segura se era realmente o meu lugar, pois tinha a consciência que o comprometimento não é algo para ser feito na emoção. No mesmo ano fiquei sabendo que iria participar da ESM em Salvador e naquele momento pensei que como obtive esta graça, lá seria o melhor lugar para fazer este discernimento, pois iria beber mais profundamente das graças da comunidade e não teria interferências externas das pessoas mais próximas de mim. No decorrer da ESM percebi como os carismas me ajudaram na minha sustentação, de como cada um deles foi muito importante para que eu cumprisse a jornada. Quando voltei tive a certeza que era na Comunidade Emanuel que eu queria, juntamente com os irmãos, caminhar rumo ao céu. Sabia que já não era mais só um desejo, porque meus amigos de anos estão na comunidade, ou porque gosto da parte social, mas que independente de tudo isso o meu sim era também vontade de Deus. Isso foi que me motivou a escrever a carta com o pedido de engajamento, pois não queria só uma parte da comunidade, mas ela como um todo e que este todo estava e está se tornando algo intrínseco na minha vida.

Os carismas me ajudam na busca de sempre ser uma pessoa melhor e mais íntima de Deus, a ter um olhar de amor e paciência para com o outro. Também buscar compreender as atitudes que alguém possa ter tomado comigo e tentar de alguma forma colocar-me no lugar do outro e viver a “COM – PAIXÃO”, ou seja, viver COM o outro o seu sofrimento. Com AMOR mostrar a esperança que está na PAIXÃO do Senhor, no seu amor incondicional para conosco. E só tenho conseguido avançar à medida que cada vez mais eu faço o coração à coração com Jesus na adoração. me aproximo d’Ele na minha oração pessoal, e essa busca pela fidelidade na oração faz toda diferença, pois quanto mais nos colocamos na Sua presença mais o Senhor vai nos moldando e ajudando a prosseguir, e não tem como viver as nossas missões diárias sem alimentar-se desse amor, pois só conseguirei viver a compaixão e falar da misericórdia do Pai se ir direto na fonte, beber da água viva como fala na passagem da samaritana. Jesus tem uma sede diária pelo nosso amor e que levemos outros a fazer esta experiência.

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