Artigos › 16/11/2017

O maior mandamento

No Evangelho encontramos a lição mais primorosa de Jesus Cristo para todos nós: aquela lição que Ele deu para nós principalmente com a sua vida: a lição da entrega, do amor, do fazer a vontade do Pai para congregar todos os homens e mulheres de todos os tempos e lugares, no amor e na fé para a vida plena e para a salvação. A lição de Jesus é a lição do amor.

Havia entre os mestres do tempo de Jesus, os mestres de Israel, muita discussão sobre a lei, sobre os mandamentos, sobre os ensinamentos das Sagradas Escrituras. E Jesus, com a sua sabedoria e iluminação, já havia feito calar os saduceus, que era um grupo de mestres que discutiam, que orientavam os seus discípulos, quando o grupo dos fariseus reuniu-se e quis provar Jesus com esta pergunta: “Mestre: qual é o maior mandamento da lei?”. Jesus sabia que eles estavam tentando prová-lo. A lei de Israel era feita com muitos mandamentos, mandamentos para tudo.

Quando o povo de Deus saiu da escravidão no Egito, Deus fez uma aliança com esse povo, e deu o decálogo, os 10 Mandamentos, e com o decálogo toda a lei para ensinar o povo a se comportar no tempo da libertação. Eram muitos mandamentos, e eles tinham dificuldade de saber qual era o maior deles, o mais importante. E Jesus, então, sintetizou todos em dois.

“Amar a Deus sobre todas as coisas”, com toda a força, capacidade, entendimento e sabedoria. Esse é o maior, o primeiro mandamento. E nós sabemos que amar a Deus é, de fato, o maior deles. Mas esse mandamento desdobra-se num outro, que é o segundo: o amor ao próximo. E Jesus diz então: “o segundo é semelhante a este”. “Amai-vos uns aos outros como a si mesmo”.

Quem se ama, quem quer o bem para si, quem quer a própria felicidade, a própria realização, sabe o quanto é importante cuidar de si mesmo. E quem sabe o valor do amor e da vida que cada um deve ter por si é capaz de amar o outro – amar o outro como a si mesmo.

Quando nós falamos de amor todo mundo se derrete, todo mundo gosta de falar do amor, do que esse mandamento divino traz para o nosso coração. Infelizmente o amor, hoje, tomou outras conotações que não tem nada com o amor real. O amor verdadeiro exige uma obediência a Deus. Quando nós amamos de verdade amamos porque Deus nos amou primeiro, porque Deus nos ama sempre, nunca nos abandona, e nós queremos corresponder a esse amor divino. Por isso devemos amar a Deus. E Deus que nos ama, sim, pede-nos para amar os nossos semelhantes, para cuidarmos do nosso semelhante.

Por Dom Manoel Delson – Arcebispo Metropolitano da Paraíba

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