Artigos › 21/07/2017

Salmo dos Corruptos

Salmos 52 (14) ou 13 (53)

Ao rezar o salmo 52, nesse tempo em que todos os meios de comunicação do Brasil falam só da corrupção dos nossos políticos, é impossível não pensar neles e na situação vergonhosa e desastrosa em que estamos vivendo no país da Santa Cruz.

Parece até que o salmista, autor deste salmo está vivendo hoje e aqui, entre os brasileiros.

Embora a maioria dos nossos políticos se intitule cristãos, na pratica eles são ateus e devem repetir estas do início do salmo: “Deus não existe! É uma fantasia!” (v. 2).

“Eles se corromperam e se entregaram a todo tipo de perversidade e abominação. Nenhum deles pratica o bem.” ( 2).

E o salmo continua afirmando que, do céu, Deus procura entre eles alguém que ainda creia nele, mas não encontra um sequer, pois “a corrupção é grande. Contaminaram-se uns aos outros e já não há quem faça o bem. Não existe um sequer!” (4).

Depois, o salmista pensa naqueles que sofrem as consequências da desonestidade, aqueles que são pobres e trabalhadores: “Será que esses malvados não percebem que estão explorando e matando o povo? Povo que trabalha e se sacrifica a fim de produzir para eles o alimento e as riquezas, que são dons preciosos do Deus que eles desprezam?” ( 5)

O salmista espera (e nós também) que chegue o dia em que a justiça será feita. Dia em que cada um receberá e cumprirá a devida pena, Dia em que termine a perda de tempo e de dinheiro sem resultados, pois não retorno dos bens roubados e tudo parece acabar em marmelada.

“Mas virá grande temor sobre os ímpios. E eles, que não conheciam o medo, vão tremer apavorados, porque Deus dispersará os que agridem os seus fiéis”. (6).

E o salmo termina assim: “Haverá grande exultação, paz profunda e muita alegria quando o Senhor libertar o seu povo. Venha do céu a salvação de Israel” (7).

Nós também queremos terminar assim essa nossa oração: Que Deus olhe para nós com misericórdia e nos dê também, paz, alegria e muita exultação. Que venha do céu de anil a salvação do Brasil!

Por Dom José Maria Maimone – Bispo de Umuarama (PR)

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