Comunidade Emanuel do Brasil

Testemunhos

Testemunhos de Padres

É bom ser chamado pelo Senhor jovem – Cardeal Schönborn Arcebispo de Viena,  Áustria

1O cardeal Schönborn, arcebispo de Viena (Áustria), testemunhou “É bom ser chamado pelo Senhor jovem”, em 30 de setembro de 2009, durante um retiro sacerdotal em Ars. Ele mesmo se engajou na vida religiosa aos 18 anos, na Ordem de São Domingos, sua mãe achava que ele era “um pouco jovem”.
Ele cita a resposta do Cura D’Ars: “Como é bom se doar a Deus desde a sua juventude”. “Não desencoraje os jovens se Jesus os chama ! (…) Caminhar com Jesus é a melhor escola da vida”. Ao contrário se dizemos ao jovem “vá antes ao mundo” faça uma experiência, arriscamos de ver “vocações que se esfriam, se quebram, porque não tivemos a coragem de chamá-los”.

 

Todos os caminhos levam ao serviço da Igreja – Fernando, Padre da Comunidade Emanuel em Lisboa, Portugal

2Antes da minha conversão há dois anos e meio, é óbvio que a hipótese de ser padre nem me passava pela cabeça. Foi este encontro com Deus vivo, que me ama, que revolucionou a minha vida. Algum tempo depois, quando conheci a Comunidade Emanuel, a questão de vir a ser padre veio-me ao espírito; mas guardei-a para mim mesmo, por medo, e pouco tempo depois ela desvaneceu-se. Mas Deus soube bem como conduzir as coisas.

Durante um ano de interrupção nos estudos que se seguiu, onde decidi me formar para a evangelização como leigo, a questão voltou a colocar-se. Nessa altura, disse a Deus: “OK! Se me quiseres chamar a ser padre, peço-Te apenas que me diga claramente e que me dê as graças necessárias para seguir esse caminho.” A coisa ficou por aí, mas a partir desse momento abri-me a uma possível intervenção de Deus na minha vida tão bem programada.

E eis que, no final do ano, quando já tinha decidido um outro rumo para a minha vida, a questão da minha vocação voltou, mas desta vez de um modo muito mais pacífico. Apesar de algumas resistências, tive a graça de poder dizer a Deus em verdade: “Não sei o que queres de mim; mas o que quer que seja… digo Sim!” Nesse mesmo momento senti uma alegria inexprimível, acompanhada da convicção profunda que Deus me chamava para ser padre. Tomando então as decisões que este compromisso implicava, foi-me proposto de fazer o ano de São José. Assim cheguei a Namur em Setembro 2003.

Como ouvir o chamado de Deus? – Pe Natanael, Comunidade Emanuel, Paris – França

3O Senhor me deu a graça de nascer numa família católica. Eu aprendi a rezar desde menino. Eu cresci então na fé, indo à missa cada domingo. A onze anos, fiquei sendo o único católico da minha turma. Eu parei de ir à missa e ao catecismo. Vivi durante alguns anos sem Deus. Não fiquei revoltado apenas me desinteressei pela Igreja e pela missa.
Quando cheguei aos quinze anos, aconteceu algo que me causou uma grande dor. Neste momento muito difícil eu entendi que o Senhor estava presente, que ele me amava e que ele queria caminhar comigo. No meu coração eu senti uma grande paz e uma grande felicidade. Então eu me decidi construir a minha vida com o Senhor. Então, eu comecei a ir à missa cada domingo e depois a rezar cada dia. Assim eu aprendi a conhecer mais a Deus. E quanto mais eu o amava, mais eu queria passar o tempo com ele.
Um pouco depois eu me tornei acólito. A proximidade com a Eucaristia me tocou muito. Foi nesta ocasião que eu li As confissões de Santo Agostinho e esta leitura sobre a vida de Agostinho me deu o desejo de consagrar a minha vida ao Senhor. Pouco a pouco, particularmente graças à Eucaristia e graças à amizade com seminaristas (que me pareciam muito felizes) eu entendi que o senhor me queria como sacerdote. Na Eucaristia e na Palavra de Deus, eu contemplei a mão do Senhor: na cruz o Senhor deu a sua vida por mim. Contemplar isso me deu o desejo de dar a minha vida. Quando completei dezoito anos, eu falei com um padre que me aconselhou a esperar alguns anos. Eu estudei e depois de três anos eu quis avançar no meu discernimento. Na noite de Pentecostes eu entendi que o Senhor me esperava em Namur, para fazer o ano São José, ano de discernimento para o sacerdócio na Comunidade Emanuel. Depois deste ano eu me tornei seminarista. Eu estudei em Bruxelas por quatro anos. Vivi na paróquia dos Alagados (Salvador de Bahia, Brasil) para ajudar na pastoral social. O Senhor encheu o meu coração de alegria, alegria de ser todo seu. Mas a alegria de servir os outros cresce com o tempo porque eu faço cada dia a experiência de que as pessoas precisam de Deus e que só Ele pode dar a alegria verdadeira. Agora, sou um Padre da Comunidade Emanuel feliz no meio dos estudantes das universidades de Paris.

 

Conduzir as pessoas que eu encontro ao Cristo – Pe Erwan, Comunidade Emanuel , Lyon-França

4Tive a alegria de viver dois anos de missão com a ONG FIDESCO ao serviço da Igreja católica de Astana (Cazaquistão): lá eu passava meus dias encontrando prisioneiros, ocupando-me das crianças dos quarteirões mais pobres, bem como ajudando as irmãs de Madre Teresa, no serviço e acompanhamento dos mendigos e moribundos. Vi pessoalmente a obra espantosa da Divina Providência que abria portas até então fechadas: assim, sem esperar, uma capela católica voltou a ter atividades na prisão de Astana, com uma primeira missa e um batismo uma semana antes da minha partida! Que felicidade também poder falar cada dia do Cristo a pessoas que não haviam nunca ouvido falar dele e que se descobriam amadas por Ele! Que alegria em ver jovens se abrir, moribundos morrer em paz, crianças experimentar momentos simples de felicidade! Tenho uma dívida imensa para com todas estas pessoas que me aproximaram do Cristo! No quadro da formação sacerdotal, estes dois anos permitiram-me perceber melhor a importância dos estudos de teologia e ver qual é sua finalidade: conduzir as pessoas que eu encontro ao Cristo.

 

Pe Maikel – Porto Alegre

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Para Padre Maikel, da diocese de Porto Alegre, ajudar outros a chegar à santidade por intermédio de sua participação no sacerdócio de Cristo é que o encanta!
“O grande motivo que me fez ser padre foi o chamado universal de todos os cristãos à santidade, que somente é possível se houver um encontro pessoal com Cristo. A doutrina da Igreja diz que este encontro se dá de maneira mais concreta nos sacramentos. Ora o sacerdote é chamado a ser um ministro dos sacramentos, ou seja, é por ele que temos acessos a estes sinais visíveis da graça invisível de Deus. A possibilidade de que outros pudessem chegar à santidade por intermédio da minha participação no sacerdócio de Cristo me encantou profundamente. Meu desejo é fazer as pessoas terem acesso a Cristo por mim. Ainda hoje, depois de 6 anos de ordenado, vivo a alegria de servir a Deus e a comunidade dos irmãos, a Igreja, buscando viver o lema que me propus para o meu sacerdócio: ‘Assim como o Bom Pastor, dar Deus aos homens e os homens à Deus’ “.

Vivo minha vocação na alegria do Espírito Santo – Padre Rafael Fornasier , Niterói

Padre Rafael Fornasier, padre da Comunidade Emanuel e incardinado na diocese de Niterói, testemunha como surgiu sua vocação, para ele toda vocação envolve o mistério da relação do ser humano com Deus.

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 Toda vocação envolve o mistério da relação do ser humano com Deus! Quando se fala de mistério, pensa-se não em algo que não possa ser compreendido, mas em algo cuja compreensão nunca poderá se esgotar. Minha vocação sacerdotal ainda é para mim um mistério que talvez eu só consiga entender plenamente na vida eterna!… Mas a vivo com a alegria do Espírito Santo que me moveu e me move continuamente a servir ao Reino de Deus neste mundo, para a minha própria realização e a realização e salvação de muitos!

Os primeiros passos

Ainda me lembro bem: após um retiro de carnaval, em 1994, com uma congregação que trabalhava no Noroeste fluminense, recebi um panfleto com uma breve história de São Vicente de Paulo. A vida deste, que se tornou um grande santo da Igreja do século XVII, tocou-me profundamente. Naquele momento pensei comigo: “é bonito ser padre… mas isso não é para mim”…

Entre 1993 e 1994, quando eu tinha de 18 para 19 anos, vivi um tempo de grandes questões sobre minha vida. Para além de tentar vislumbrar possibilidades de profissão (estava terminando a Escola Técnica Federal de Campos dos Goytacazes-RJ, hoje IFF, e trabalhando com música), havia um desejo de aprofundar as coisas de Deus. Em meio a essas questões pessoais e existenciais, acabei sendo convidado a participar daquele retiro de carnaval. Foi o início de um caminho de intimidade com Deus, que teve seu marco em março de 1994, quando comecei a participar de um grupo de oração carismático, na mesma cidade de Campos. Eu só tinha uma vontade: fazer a vontade de Deus! Mas me sentia fraco e tentado por muitas coisas à minha volta, como todo jovem de 19 anos. Na segunda ou terceira noite de participação no grupo de oração, experimentei uma grande efusão do Espírito Santo, após ter feito o passo de suplicar a Deus uma experiência real de sua presença em minha vida.

Degustando o Amor de Deus

Realmente, essa experiência da efusão do Espírito Santo, que me fez degustar o amor de Deus por mim, suscitou uma reviravolta em minha vida: no dia seguinte a essa experiência, fui comprar uma Bíblia, livros de oração e passei a frequentar as missas todos os dias, sendo que, até então, ia, não com tanta frequência, às missas dominicais.

IMG_3784 (2)Daí em diante, o assunto de me doar a Deus para fazer a sua vontade sempre estava presente. Nessa época surgiu o desejo de viver numa dessas “novas comunidades” que estavam surgindo. Fui seguindo em frente com essa busca, ao mesmo tempo que o tema do sacerdócio ia tomando corpo em meu discernimento. Em 1995, durante o estágio de fim de curso técnico, ajudado pela oração e partilha dos irmãos e irmãs que havia encontrado na região para onde me mudara, decidi fazer o caminho vocacional na Arquidiocese de Niterói-RJ. Depois de muito relutar, acabei tomando a decisão de entrar para o seminário em 1996. Desde o início da vida no seminário, sempre mantive o desejo de ser padre em comunhão com outros estados de vida e não sozinho. Por isso, continuei minha busca por uma vida comunitária e acabei, pouco a pouco, aproximando-me da Comunidade Emanuel. Conheci-a no Brasil e, após contatos no exterior, fui convidado a ir a Portugal e depois à Bélgica para discernir minha vocação comunitária. Com o acompanhamento dos meus sucessivos bispos, acabei ingressando na Comunidade e realizando um longo percurso de formação. Fui ordenado em 2005, na Arquidiocese de Niterói-RJ.

Atualmente, retomo, com estupor diante do mistério da vocação sacerdotal, o refrão do Salmo 116 rezado durante minha ordenação: “Que poderei retribuir ao Senhor pelo bem que Ele me fez? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome do Senhor”.

Aos jovens rapazes que me leem neste momento, desejo uma só coisa: pedir a Deus a experiência dele na sua vida e deixar que ele lhe mostre a vontade que ele tem para você! Como disse o Papa Bento XVI: “Deus não tira nada, mas dá tudo”.

Porque me alegro (todos os dias) por ser membro da Comunidade Emanuel – P. Bernard Peyrous, (Historiador, escritor, França)

7Para o padre Bernard Peyrous, Historiador, escritor e membro da Comunidade Emanuel na França a sua alegria vem de sua pertença a comunidade.
Quando recebi primeiro o apelo ao sacerdócio, em 1980, eu não era membro da Comunidade Emanuel, nem sequer a conhecia. Encontrei-a só em 1982, no momento de entrar no seminário. Fui fortemente tocado durante uma sessão memorável para mim em Paray-le-Monial e, dois anos depois, pedi para entrar na Comunidade. Nesse momento, o meu bispo dessa época não aceitou e eu tive de esperar, pacientemente, à porta durante quatro anos. Sabia contudo que o meu apelo era aquele e este tempo foi doloroso. Esta espera contudo mostrou-me o valor das coisas! Quando nos encontramos diante de alguma coisa que não temos, percebemos melhor o seu valor! É uma lição que nunca mais esqueci e que me deu verdadeiramente «o gosto» dos irmãos.
Depois comecei o meu ministério de padre em 1987. Compreendo hoje que teria sido completamente diferente se não o tivesse exercido com o apoio da Comunidade e, na maior parte das vezes, em ligação estreita com os irmãos. Um padre sozinho, mesmo sendo um bom padre, tem dificuldades em avançar. Mas se age com os irmãos, o poder da sua ação é duplicado. Fui nomeado pároco em Bordéus, numa paróquia morta, que se falava mesmo em fechar. Já não tinha ninguém. Mas a Comunidade empenhou-se de tal maneira que alguns anos depois, em algumas festas, quase que a igreja não era suficientemente grande para tanta gente. O orçamento tinha triplicado em seis anos. Vivi isto de outras formas, um número considerável de vezes, e vivo-o quotidianamente no meu ministério atual. Falar da alegria dada pelos irmãos é para mim algo de vital.

Jesus não nos priva de nada; Ele nos dá tudo! – Pe Markus Zurl é padre da Comunidade do Emanuel, na diocese de Munique, Alemanha

8Foi vendo à sua volta seminaristas e padres felizes, que Markus (Alemanha) pode responder ao chamado de Cristo.
Como todos os meninos da cidadezinha do interior da Baviera, onde nós morávamos, eu também servia nas missas. Na adolescência, parei de servir e, interiormente, senti-me afastado da Igreja e da fé.
Aos 18 anos, num grupo de oração, descobri um Cristo vivo na minha vida presente. Foi então que pensei pela primeira vez na questão da vocação. Durante um encontro, convidaram-nos a “entregar nossa vida à Jesus”; o que fiz com muito entusiasmo. No dia seguinte, levantando-me, lembrei-me que doravante toda minha vida pertencia à Jesus e isto me dava muita alegria. Mas de repente, disse-me a mim mesmo: “E agora, o que farei se o Senhor quiser que eu seja padre?!” Tinha medo, pois a imagem que eu tinha do padre era antes de tudo negativa. E eu não queria viver só, sem família. Decidi, portanto, que o sacerdócio não era para mim.
Após o segundo grau e o serviço civil junto a pessoas idosas, comecei os estudos de paisagista. Foi neste período que visitei pela primeira vez Paray-le-Monial (cidade do Coração de Jesus) e que comecei a caminhar com a Comunidade do Emanuel em Munique. Foi lá, tendo contato com padres e seminaristas, que me senti na necessidade de refletir muito sobre isso. Vi homens jovens e felizes que eram padres. A questão do sacerdócio voltou-me à mente. Porém, eu não estava ainda preparado. Queria primeiro me formar na fé. Parti então para uma escola de evangelização (EIFE, em Paray-le-Monial, dirigida pela Comunidade do Emanuel). Descobri a beleza da fé, da Igreja e fiquei entusiasmado pela missão.
Algumas semanas antes do fim do ano, não via ainda muito claro: como saber se o Senhor me chamava verdadeiramente ao sacerdócio? Então, durante um retiro, ao longo de uma adoração eucarística, implorei a Deus para me esclarecer.
Neste retiro, tive a possibilidade de estar confrontado com a palavra da Bíblia. Comecei então a chorar lendo em Isaías: “Não temas, pois eu te resgatei, chamei-te pelo nome: tu és meu.” (43,1). Encorajado por esta palavra, decidi começar a caminhada em vista do sacerdócio. Após um ano de discernimento passado na Casa São José em Namur, Bélgica (Propedêutico da Comunidade do Emanuel), entrei para o seminário de Munique, onde fiz os estudos de filosofia e de teologia.
Durante alguns meses, trabalhei em Ruanda com crianças de rua. Lá, Deus aprofundou meu amor pelos mais pobres.
Hoje em dia, eu dou graças a Deus: ao longo de todos estes anos de busca e de formação, fui guiado por Ele. Ao mesmo tempo, Ele sempre me deixou livre. No início, não podia imaginar-me como padre, pois eu não estava pronto. Mas pouco a pouco, Deus me deu a alegria e a paz do coração. Assim pude experimentar a verdade desta palavra de Bento XVI: “Jesus não nos priva de nada, mas ele nos dá tudo.” É uma grande alegria servir a Igreja como padre!

Eu vivi uma transformação – Padre Angel, Comunidade Emanuel,  Peru

9Pode nos falar um pouco do momento tão importante na tua vida que foi a ordenação?
Deus é fiel à sua promessa de felicidade! No dia da ordenação, eu vivi uma transformação que vem de Deus e que me encheu de paz e de alegria. E esta promessa tem se cumprido a cada dia na Eucaristia. Sou um pobre e é por pura graça que o Senhor chamou-me. Mesmo que eu me dê conta o quanto o mistério da Eucaristia e o mistério da Cruz estão ligados, uma alegria imensa habita em mim.
Quais são as suas aspirações atualmente?
Aspiro ser cada vez mais um missionário. A ordenação foi para mim a renovação da vocação missionária recebida no meu batismo. Desejo igualmente viver da Eucaristia como João Paulo II nos convidava a fazê-lo. E, através da minha vida de padre, refletir a face de Jesus.
A Igreja é chamada a evangelizar: quais são, para ti, como jovem padre, os desafios a serem assumidos na missão?
Vejo a urgência em orar pelos jovens e evangelizar as famílias. Anunciar que Deus não está longe. Todos são chamados à santidade. Através dos sacramentos, sou chamado a ajudar meus irmãos a descobrir as riquezas que eles receberam no seu batismo.

E se Deus chamasse meu filho a ser padre? – Monique

Voltando de um retiro em preparação a mais uma etapa no seu caminho de fé, nosso filho mais velho, que tinha então 11 anos, confiou-nos que ele queria ser padre. Foi uma grande alegria para nós. Nós havíamos ouvido dizer que quando uma criança sente um chamado a uma vocação específica, é como se fosse um fogo que queima: se soprar-se demais em cima, o fogo se apaga, mas é preciso de qualquer forma alimentá-lo colocando alguns raminhos secos para atiçá-lo e fazer com que ele cresça.
Nós então acolhemos esta confidência de nosso filho, mas o deixamos livre para, no passar dos tempos, amadurecer este chamado e respondê-lo plenamente no seu tempo. Com meu marido, nós sempre rezamos pela vocação de nossos filhos e nunca hesitamos em convidar padres felizes para vir em nossa casa. Aliás, todos os anos, nós partimos alguns dias com a família num mosteiro. Nossos filhos foram assim habituados a encontrar diferentes estados de vida e cada um se sentiu livre para seguir seu caminho. Cada criança é única: aquilo que é bom para um, não é necessariamente bom para o outro…
As vocações eram uma de nossas intenções de oração pessoal cotidiana. E é uma imensa alegria ter um filho padre. Entretanto, isto exige também que os pais aprendam o desapego. Agora sou avó de 43 netos e intercedo sempre pelas vocações!

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