Comunidade Emanuel do Brasil

Paixão do Senhor

João 19, 39 “Eles tomaram o corpo de Jesus e o envolveram em faixas de linho com aromas, como os judeus costumam sepultar.”

No próximo dia 10 de abril de 2020, celebraremos a SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR. Segundo a antiquíssima tradição, a Igreja não celebra sacramentos nesta data. De modo que pelas três horas da tarde procede-se à celebração, composta por três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística (reserva consagrada na quinta-feira).

Com altar totalmente despojado, o sacrário vazio, também nós somos convidados a fazer esse movimento interior de abertura e despojamento da alma e do corpo, para reviver a Paixão do Nosso Senhor.

Devido ao COVID-19, de uma forma surpreendente e incomum. Esse momento pode ser  inesquecível, o divisor das nossas vidas, vejamos que no evangelho segundo João 12, 42 está escrito “muitos chefes creram Nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga, pois amaram mais a glória dos homens do que a de Deus”.

Talvez muitos de nós também cremos que esse tempo diferenciado é uma providência de Deus para a humanidade, exatamente com os mesmos sentimentos e ambiguidades que a Paixão do Nosso Senhor causou 2020 anos atrás.

Mas talvez, assim como os chefes da sinagoga tenhamos no coração a angústia, o medo do desconhecido, do novo…  Mas talvez, possamos admitir que vemos e ouvimos a Glória de Deus manifestar-se nas nossas casas, na nossa vida, na nossa oração, no nosso confinamento  e poderemos acreditar que esse é um caminho novo que o Senhor nos dá para os novos tempos. Há de fato, uma novidade do Mestre para nós.

Assim, unidos em Espírito e Verdade cada um em sua própria casa, poderemos ser os verdadeiros Adoradores que o Pai procura (João 4,23) para os novos tempos.

Lembremo-nos que a Sexta-feira da Paixão é parte indissociável do Tríduo Pascal. O bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol, explica que o Tríduo Pascal envolve três momentos em uma única celebração.

“É interessante observar que o sinal da Cruz se faz começando a Eucaristia na quinta-feira e repetimos com bênção final na celebração da Vigília Pascal e, através desse simbolismo litúrgico expressamos essa unidade dos três momentos celebrativos que caracterizam esse tríduo sacro”

Graças à tecnologia, poderemos assistir às celebrações virtualmente. A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos diz a todos os fiéis através do decreto em tempos de COVID – 19 “é importante dedicar um tempo adequado à oração”.

Permanecemos unidos no Emanuel, no oceano da misericórdia do Senhor.

Citação:

https://www.arquidiocesedefortaleza.org.br/triduo-pascal-envolve-tres-momentos-em-uma-unica-celebracao/

 Referência:

http://missalromano-sanctase.blogspot.com/p/celebracao-da-paixao.html

Bíblia de Jerusalém, nova edição, revista e ampliada. 1ª Ed. 2002, 11ª reimpressão, 2016.

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